Conteúdo profissional só no Linkedin? Você está deixando dinheiro na mesa.
Sou Linkedin Top Voice e compartilho por que eu decidi diversificar minha geração de conteúdo e também a minha estratégia por trás de outras redes de conteúdo como o Substack.
Fala, marajá!
Em 2021, quando decidi deixar minha carreira de CTO para trás e me posicionar no segmento de startups e venture capital, o LinkedIn se tornou o centro da minha estratégia de negócios. Com pouco mais de 300 seguidores (a maioria programadores), eu mirava um novo público: fundadores e investidores.
Em pouco mais de dois meses de uso focado, consegui viralizar meu primeiro conteúdo, compartilhando um caso fracassado de investimento em startups que ultrapassou as 3.500 curtidas e gerou inúmeras conexões de valor. Mais tarde, minha postagem sobre a startup “vira-lata caramelo” consolidou meu posicionamento, rendendo reconhecimento de grandes veículos como Fast Company, Pipeline – Valor Econômico e um boletim dedicado no LinkedIn Notícias. (Compartilho os links no final do artigo).
Em 2023, me consolidei como uma das maiores referências na open talent economy, sendo lembrado pela minha audiência por mais de 10 anos de experiência com CTO as a Service. O impacto na época foi tão grande que, em poucas semanas, criamos a Opental. Construída em um build in public de 15 dias, a comunidade faturou mais de R$ 300 mil antes de completar 30 dias de atividade, atingindo 1.500 membros.
Hoje, um ano após conquistar o reconhecimento de Top Voice, consegui traçar um perfil exato do meu público no LinkedIn e cheguei a uma conclusão: é hora de investir em outras redes. Agora, compartilho com você minhas conclusões e a estratégia que estou construindo a partir daqui.
LinkedIn: Superficialidade Profissional
O LinkedIn é uma rede superficial e isso, de forma alguma, é um problema. É um ambiente heterogêneo onde é possível observar tendências, fazer experimentos e construir uma audiência de topo de funil.
Como toda rede baseada em feed, tudo é altamente dependente do famigerado algoritmo, o que significa que não é possível confiar que sua mensagem será entregue de forma consistente. No entanto, como diria Darwin, é um terreno de seleção natural, onde os mais atentos prosperam, enquanto aqueles menos obstinados ou que vivem de manuais e playbooks ficam para trás.
Mesmo a newsletter da plataforma, que teoricamente entregaria maior profundidade, tem uma entrega orgânica apenas razoável e uma taxa de abertura bem inferior à de plataformas como o Substack, por exemplo.
Isso não significa, contudo, que o LinkedIn perdeu sua eficácia. Mas, assim como outras redes mainstream — como Instagram, Facebook, X (antigo Twitter) e TikTok —, ele acaba por diluir sua eficácia de conversão ao longo do tempo.
Ainda assim, para propósitos profissionais, ele mantém a vantagem de preservar a linha de conteúdo dentro de padrões mais corporativos, apesar das variações. Isso significa que seu post sobre produtividade não vai rivalizar com uma motocicleta empinando ou com alguma jovem dançando. E isso já é uma grande coisa.
Substack: O Próximo Nível
Tenho dado mais atenção ao meu Substack recentemente e noto alguns padrões interessantes. A começar pela taxa de abertura da newsletter, que é, pelo menos, três vezes maior que a do LinkedIn.
Outro ponto importante é a dinâmica da plataforma. Em vez de um feed alimentado por dopamina e likes, a fidelização do público é construída através do conceito de assinatura. Isso gera mais conexão e linearidade. Talvez seja por isso que a taxa de crescimento seja menos importante que a qualidade e a profundidade do consumo.
Embora alguns foquem na monetização direta, eu exploro comercialmente os diferentes níveis de proximidade. Assinantes do Substack são muito mais propensos a fechar contratos de high ticket, enquanto o LinkedIn me dá a sensação de jogar pedaços de pão em um lago.
Um dos indicadores que mais aprecio em relação às outras redes sociais é o perfil de consumo dos leitores, indicados aqui por estrelas. Quanto mais estrelas, maior a assiduidade e, consequentemente, maior a probabilidade de concretizar negócios relevantes.
Ainda sou relativamente novo no Substack, então compartilharei mais insights conforme aumento a intensidade de atuação por aqui.
YouTube: A Nova Fronteira e o Conteúdo Atemporal
O YouTube é uma plataforma curiosa. Atualmente, tenho utilizado a rede como um veículo de entrega de lives para um público fidelizado das minhas comunidades. No entanto, tenho pensado cada vez mais em criar conteúdo nativo para atingir novas pessoas.
Embora o YouTube possua um feed e um algoritmo de distribuição próprios, os vídeos longos mantêm um forte fator de fidelização. Além disso, a plataforma possui uma característica rara hoje em dia: ela mantém um conteúdo “vivo” mesmo meses, ou até anos, após sua publicação original.
Um dos desafios ainda é manter um padrão de qualidade estável, mas isso é, no final, uma questão de organização. Da mesma forma, ainda vou testar os assuntos com maior aceitação na rede, afinal, não faria sentido seguir em uma sobreposição de mídias para o mesmo público.
A princípio, vou manter dois canais: o Fala, marajá! e o Acelerador Executivo.
Aproveita e me segue lá.
Vamos ver no que dá!
De Linkedin vocês já devem estar cheios, então vou compartilhar meus insights e resultados, tanto aqui do Substack, quanto do Youtube.
O que você quer ver por aqui?
Um abraço variado e felicidades
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Link das matérias:
Fast Company Brasil: O que é a startup vira-lata caramelo?
Boletim Linkedin: Menos unicórnios, mais ‘vira-latas’: o perfil das startups de sucesso em 2024




Christopher, estou começando minha jornada de "Personal Branding" e agradeceria seus comentários e impressões para meus posts no Substack "IA Para Leigos". No mais, parabéns pelo seu trabalho e trajetória. Assinei aqui agora o seu conteúdo e quero acompanhar.
Tô voltando a postar no LinkedIn, ainda sem frequência… qual seria a sua dica número 1 pra quem quer começar do zero e construir autoridade de verdade?