Um paradigma de 30 anos atrás é a nova tendência em tecnologia
Tecnologia é cíclica e o hype da IA, Lowcode e BI trazem à tona paradigmas ancestrais. Entenda que paradigma é esse, os riscos e oportunidades.
A era dos mainframes, com seus computadores gigantescos e terminais "burros", centralizava o poder de processamento em um único ponto. E, curiosamente, mesmo com a evolução da internet e a ascensão da computação em nuvem, a arquitetura server-side predominante ainda mantém essa lógica centralizada.
Mas houve um breve período, entre os anos 90 e 2000, em que a descentralização floresceu. Computadores pessoais ganharam poder de processamento, redes locais se popularizaram e sistemas distribuídos se tornaram comuns nas empresas. Era a era do FoxPro, Access, Visual Basic e Delphi, com soluções "caseiras" e ilhas de informação espalhadas pela organização.
E se esse modelo estivesse prestes a voltar, impulsionado por novas tecnologias e uma nova geração de desenvolvedores? Prepare-se para a revolução da descentralização na arquitetura de sistemas.
O fim do time de desenvolvimento interno
A tecnologia, cada vez mais vital para os negócios, impulsionou muitas empresas a formar seus próprios times de desenvolvimento. A promessa era clara: agilidade, customização e controle sobre o processo de criação de softwares.
Mas, na prática, a realidade se mostrou bem diferente. Manter uma equipe de desenvolvimento interna, com seus custos e complexidades, tornou-se um fardo para muitas empresas.
A demanda por novas funcionalidades e melhorias, aliada à necessidade de manutenção de sistemas legados, sobrecarregava as equipes. O resultado? Débitos técnicos acumulados, projetos atrasados e insatisfação generalizada.
A busca por soluções "tapa-buraco", como consultorias e squads on demand, apenas mascarava o problema. A cada intervenção, a complexidade do sistema aumentava, criando um ciclo vicioso de retrabalho e frustração.
O modelo de desenvolvimento interno, que antes parecia a solução ideal, tornou-se um obstáculo à inovação e ao crescimento. É hora de repensar a forma como construímos e mantemos nossos sistemas.
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