Pare de Viver à Deriva: Como Definir um Plano de Negócios Pessoal Tangível em 4 Passos
Use a Matriz de Esforço/Retorno para avaliar seu portfólio e comece a gerar receita a partir da sua audiência/networking (antes que seja tarde).
Fala, marajá!
Eu tomei a decisão de trazer para o Substack todo o conteúdo base da Aceleração Executiva. Em vez de usar slides ou mindmaps, utilizarei os próprios artigos escritos aqui como material principal nas sessões weeklies direcionadas.
Nesta ocasião, vou abordar uma das principais dores de profissionais independentes e empreendedores: como definir um portfólio que faça sentido e como gerar receita a partir das próprias conexões e audiência.
E, como exemplo e inspiração, eu trago nosso saudoso Silvio Santos.
A Diferença Fundamental entre Globo e SBT
A Globo sempre foi sinônimo de qualidade e presença nacional, no melhor modelo corporativo (manager mode). Já o SBT sempre teve sua marca intrinsecamente ligada ao seu fundador, Silvio Santos, com um apelo mais popular, talvez até tosco, mas que, de fato, criava maior proximidade com o seu público.
Enquanto a Globo rodava em manager mode, o SBT sempre operou em founder mode, em referência aos termos cunhados por Paul Graham, fundador da Y Combinator, a mais renomada aceleradora de startups do mundo.
Feita a introdução, vamos ao cerne do nosso contexto: captura de valor.
Enquanto a Globo foi fundamentalmente ancorada na venda de publicidade e na qualidade do conteúdo, o SBT trilhou outro caminho. Embora também vendesse publicidade, Silvio Santos utilizava sua audiência fidelizada para vender outros produtos, como o Carnê do Baú, a Tele Sena e os cosméticos Jequiti.
Pois é, podemos dizer que Silvio Santos foi o precursor dos infoprodutores, construindo audiência fidelizada e capturando toda a cadeia de valor.
Ao passo que os grandes nomes da Globo sempre foram meramente funcionários, a ancoragem do SBT sempre girou em torno do fundador e seus produtos, gerando uma captura de valor mais ampla. Embora a operacionalização disso seja muito mais complexa, trata-se de um modelo mais facilmente replicável por profissionais independentes, como veremos a seguir.
Plano de Negócios Pessoal: A Matriz de Portfólio
O plano de negócios pessoal não é muito diferente do empresarial. No entanto, ele está intimamente ligado à forma como você, pessoalmente, vai desenvolver ou alavancar negócios.
Ele deve levar em conta o seu portfólio (seja pessoal ou empresarial), seus acessos, a aquisição e distribuição de clientes, bem como o “estoque” disponível. Mais do que um simples canvas aleatório, ele considera o potencial de ganhos e o lead time de conversão, evitando que você fique travado em um planejamento de longo prazo ou pulando de galho em galho na demanda reprimida.
A composição do seu portfólio deve ser amparada em uma matriz de Esforço/Retorno, como esta:
(A) Alto Retorno / Alto Esforço (AR/AE)
As iniciativas AR/AE representam, potencialmente, seu posicionamento de longo prazo. No entanto, demandam estrutura e energia para serem concretizadas. Não é possível criar uma estratégia ancorada apenas nesse objetivo, sob o risco de “morrer cruzando o deserto”. Você deve, portanto, criar modelos incrementais que o conduzam gradativamente a esse objetivo.
(B) Alto Retorno / Baixo Esforço (AR/BE)
Ao contrário da crença popular, existem oportunidades AR/BE. Elas surgem, no entanto, geralmente de demanda reprimida, não sendo facilmente repetíveis, tampouco escaláveis. Essas oportunidades devem ser aproveitadas rapidamente para gerar tração veloz e financiar seus próximos passos.
(C) Baixo Retorno / Baixo Esforço (BR/BE)
Iniciativas BR/BE não devem ser descartadas. Elas só fazem sentido, porém, quando acopladas de forma complementar ao AR/AE. Geralmente, são oportunidades repetíveis e escaláveis que, no bottom line, podem fazer uma grande diferença.
(D) Baixo Retorno / Alto Esforço (BR/AE)
Melhor ir para o CLT logo.
Aplicação do Conceito
A construção de audiência e networking são fatores aceleradores, tanto para oportunidades AR/BE quanto para AR/AE. Para isso, utilizamos como inspiração o conceito de monetização estruturado por Silvio Santos.
Já as oportunidades BR/BE devem ser viabilizadas através de estruturas empresariais escaláveis, que podem ser o resultado das primeiras construções.
Detalhes específicos e exemplos práticos de aplicação de toda essa matriz serão apresentados nas weeklies e sessões 1:1 do Acelerador Executivo.
Se você ainda não faz parte, me envie uma mensagem para saber como participar.





Texto fantástico
Complementando o entendimento, nós precisamos ser reconhecidos pelo Produto A, para criar reputação e Audiência, isso diminui o nosso CAC.
Para iniciar um relacionamento de confiança, entrar pelo Produto B, seja um Diagnóstico ou Consultoria ou Projeto, e naturalmente converter no Produto A.
Aqui vendemos solução, método e frameworks, e não ferramenta tecnológica (Que é puramente meio).
Após certo ponto, temos saturação de Produtos A e B, e aí partimos para recorrência de Produtos C, de ticket baixo e com bastante escala.
No momento, minha estratégia é focar no A e B.